quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

  Cap Inf José da Penha Alves de Souza
     Morto em combate na madrugada do dia 
22 de fevereiro de 1914  
(*)
(*) 13/05/1875 - (+) 22/02/1914
Nascido em Angicos-RN. 
Falecido em Miguel Calmon
(Atual Ibicuã, Distrito de Piquet Carneiro-CE.)


Singelo memento ao Capitão Penha pela passagem do centésimo segundo ano do seu assassinato  

Vitimado por projéteis 7mm de fuzil Mauser modelo 1908 e pelas traições dos seus superiores cujos nomes ainda são crismadas avenidas, praças, ruas e demais logradouros públicos, inclusive honraria militar ao mérito escolar...Os "Exmos." Srs. General Zé do Machado e os Marechais Sem-ter-brio de Carvalho, Vespa de Albuquerque e Dudu da Urucubaca (que passou de Capitão a Tenente Coronel em menos de 10 meses) todos com suas respectivas súcias 

Data sinistra e fatal
Vinte e dois de fevereiro
Encheu de pesado luto
O coração brasileiro

Morreu no campo da honra
No combate ao rijo tom
Foi na passagem maldita
Do fatal Miguel Calmon 

Refrão-Estribilho: 
Ó Deus de grande bondade
Ó Deus de grande poder
Contemplai a orfandade
Das vítimas do dever!

Chora, povo cearense 

Coberto de luto e dor
Morreu Jota da Penha
Perdeste teu defensor

A terra cobriu-se de luto
 Foi grande o golpe que sofreu
E assim soluçando se diz
Jota da Penha morreu

Refrão-Estribilho: 
Ó Deus de grande bondade
Ó Deus de grande poder
Contemplai a orfandade
Das vítimas do dever!

Riu-se o Pinheiro Machado

Riu-se o caudilho corrupto
De ver o Ceará chorando
Todo coberto de luto 

Festejou o Sem-ter-brio

Festejou o Vespa d'Albuquerque
Ao saberem que restou da trama 
Somente um cadáver inerte   

Refrão-Estribilho: 
Ó Deus de grande bondade
Ó Deus de grande poder
Contemplai a orfandade
Das vítimas do dever






Letra de canção popular de 1915 composta (letra e música) por Clóvis Pinto Damasceno de Canindé Ceará., e aqui revisada e corrigida pelo autor .

(*) Fotografia do Cap Penha magnanimamente cedida pelo erudito historiador e grande genealogista potiguar o Dr. João Felipe da Trindade

O Brasil Imperial







IMPÉRIO DO BRASIL x Ré-Pública Federativa do Brasil



               Em 16 de abril de 1876 o jornalista James O’Kelly do New York Herald, jornal que foi o precursor de vários periódicos acreditados e de renome neste século, acompanhou a viagem de D. Pedro II aos Estados Unidos, desde o embarque no Rio de Janeiro.

O referencial de família e a imensa popularidade de nosso imperador muito chamou a atenção desse jornalista, fazendo-o assim comentar naquele hebdomadário:


“Não era apenas mais um Chefe de Estado se despedindo da nação com pompas e circunstâncias, antes disso, era um casal respeitado e adorado despedindo-se de sua imensa família”Entre 1840 a 1889, época que reinou S.M.I. D. Pedro II alcançou o Brasil fase áurea nunca antes nem depois em toda sua história".

Tanto no velho como no novo mundo, era bastante elevado o prestígio de que se revestia a imagem do nosso imperador, por conseguinte, espesse o conceito do Brasil.

Daí foi o Brasil, na pessoa de D. Pedro II, várias vezes convocado para arbitrar pendências entre as potencias mundiais aquela época, senão vejamos:

1861 – Guerra da secessão nos EE.UU., Napoleão III da França ofereceu-se como mediador entre os ianques e confederados, ato peremptoriamente recusado pelo presidente Lincoln, que pediu a mediação do Império Brasileiro, conforme documento assinado pelo Secretário de Estado William Seward aos 19.09.1861 dirigindo-se ao Príncipe de Joinville, Dom François d' Orléans, cunhado de D. Pedro II, casado com sua irmã, a princesa D. Francisca de Bragança e ao representante diplomático brasileiro em Washington D.C., Dr. Miguel Maria de Lisboa, futuro Barão de Japurá;

1867 – Um novo conflito surgira desta vez entre as das duas mais “insignes” ré-públicas do planeta. A República francesa reclamava dos EE.UU. indenizações por danos que havia sofrido seus concidadãos durante a guerra de secessão. Mais uma vez o Brasil foi convidado a integrar o tribunal que decidiria a contenda. Nesta ocasião representou o Brasil em Washington D.C. o Dr. Tomás Fortunato de Brito, Barão de Arinos; 1871 – A Inglaterra e os EE.UU. submeteram ao julgamento brasileiro a questão do navio Alabama. Naquela ocasião representou o Brasil na Corte internacional em Genebra na Suíça o Dr. Marcos Antonio de Araújo, Barão de Itajubá;

1884 – Todas as grandes potências mundiais: Alemanha; França; Itália; Inglaterra e EE.UU. pediram ao Brasil que arbitrasse a questão das indenizações a serem pagas por decorrência da guerra do pacífico. (A Guerra do Pacífico foi uma contenda militar travada entre o Peru, a Bolívia e o Chile, entre 1879 e 1884 motivada pela posse de território inabitado no norte do deserto de Atacama. Esta zona era bastante cobiçada por ser naturalmente rica em nitrato de potássio, principal componente para a manufatura de explosivos, além de outros minerais, como por exemplo o precioso cobre);

- Hoje o Brasil procura um lugar no Conselho de Segurança da ONU.

Atentemos à postura moral e político do Imperador D. Pedro II, desta feita, no caso “Christie”.

Naquela ocasião, por falta de tato diplomático, o representante inglês, Sir William Dougal Christie, fanático adorador de Baco, oficiou nota diplomática mal-educada ao governo brasileiro, por não conformar-se com a não punição dos nossos policiais e fuzileiros navais que haviam prendido oficiais ingleses, à paisana, nas ruas da capital do império, os quais embriagados tinham realizado arruaças; tomado senhoras dos braços dos seu acompanhantes, enfim, quebra-quebras e muito boneco, mas não foi qualquer bonequinho desses que vemos por aí, foi Boneco grande; O Judas!

Não sendo ele atendido nesta convocação de retratação por parte das autoridades imperiais brasileiras foi que o mesmo embaixador de inteligência com oficiais do alto escalão da armada inglesa concertaram para que fossem seqüestradas cinco embarcações da marinha mercante brasileira.

Pirataria pura!(sic).

Nosso império, não quis peitar a senhora dos mares como fez a Argentina na questão das Falklands/Malvinas. Agiu diferente, venceu, desmoralizando os ingleses no campo diplomático.

D. Pedro II não trepidou em instante algum. Em alto e bom tom estadeou que preferia perder a coroa a mantê-la sem honra, ato contínuo, recusou terminantemente quaisquer negociações, enquanto não fossem restituídas as embarcações brasileiras apreendidas, ainda que sob a ameaça e pressão daquela poderosa esquadra.

No ano de 1946, adrede a visita do presidente Harry Truman, fora enviado a Ré-pública do Brasil, o general Dwight Eisenhower. Compunha este servil séquito receptivo o Sr. Otávio Mangabeira, então plenipotenciário da UDN.

No mais escandaloso gesto de capachismo jamais dantes visto na Terra da Santa Cruz, este político inclinou-se, diante de todos e, “de rodillas”, beijou a mão do General Eisenhower!

Cenas deste jaez ficam devendo apenas a certo cantor que fez muchocho e chorou acalentado nos braços do Presidente americano George Bush II.

Saiamos agora do lamaçal e retornemos à planície.

...E os ingleses retrocederam sendo todos os navios brasileiros restituídos.

A questão em tela foi confiada à prudência do Rei Leopoldo I da Bélgica, tio da Rainha Victória.

O Sr. Bill Christie que passava o dia mais melado que espinhaço de pão doce foi imediatamente chamado a Londres sendo substituído pelo diplomata Corwallis Eliot, o qual se mostrou simpaticíssimo ao Brasil, onde mais tarde adquiriu uma chácara na região de Petrópolis.

Ainda assim D. Pedro II não deu o caso por encerrado. O decoro da pátria fora ofendido. Era imperativo uma satisfação a altura da ofensa que lhe fora feita.

Na medida em que a Inglaterra não queria oferecer uma justificativa condigna, nosso imperador rompeu relações diplomáticas. O embaixador brasileiro em Londres, Dr. Carvalho Moreira, adrede Barão de Penedo, recolheu seu passaporte e partiu daquela ilha com seus auxiliares, ao mesmo tempo em que Sir Corwallis Eliot fora convidado a sair do Brasil, tudo isso pelos idos do mês de junho em 1863.

Mas logo em julho de 1863, um mês após a refrega diplomática, o Rei Leopoldo I exarava parecer em pró da causa brasileira.

A engelhada Inglaterra muito relutou em admitir as trapalhadas do embaixador Bill Papudo e dos seus oficias de marinha. Usou todos os artifícios para estabelecer relações comerciais e diplomáticas com o Império brasileiro.

Pelo viés econômico o prejuízo inglês foi portentoso, pois o azimute marítimo para o comércio com os países da parte ocidental da América do Sul, bem como das suas colônias na Oceania, passava pela costa do Brasil, cabendo aos portos brasileiros providenciar o aprovisionamento, a logística, para que os navios ingleses pudessem dobrar o Horn.

Franklin Roosevelt veio ao Brasil e conseguiu carregar mais de 25.000 brasileiros para lutar ao lado de Mark-Clark na Europa.

Depois, em 1947, por seu turno, veio seu colega Harry Trumman, recebendo como souvenir uma montanha cheia de manganês. Em 1997, foi a vez do Bill tarado, aquele do charuto, faturando de um só golpe o SIVAM para “monitorar” a Amazônia.

Mas D. Pedro II fez a  Velha Ilha curvar-se.

Adrede, a Inglaterra enviou ao Brasil o diplomata Edward Thornton fins expor todos os lamentos da Rainha Victoria, apresentando formalmente pedidos de desculpas por aquela grave ofensa.

Mas não parou por aí!

O delegado inglês se viu forçado a tomar cavalgaduras para si e sua comitiva destarte partiram em viagem desde o Rio de Janeiro aos longínquos pampas brasileiros, mais precisamente ao bivouac de S.M.I. D. Pedro II em Uruguaiana onde nosso venerável e brioso exército imperial acabara de tomá-la do Paraguai.

E sentando nesta confortabilíssima cadeira de triunfo foi que D. Pedro recebeu as “apologies” de John Bull.

O regime imperial que proporcionou todo este prestígio ao Brasil no concerto dos países mais adiantados, similis modus, em sua atuação interna, conseguira promover aos nacionais longevo interregno de estabilidade constitucional e manifesto progresso material àquela época.

Mas o glorioso Império do Brasil haveria de tombar naquela trágica quartelada de 15 de novembro era a cicuta ré-publicana, ela que fora trazida do mais profundo hades de uma caserna.

Há uma unanimidade entre os historiógrafos brasileiros:

A ré-pública nunca e em momento algum pudera contar com apoio do povo brasileiro, muito menos com o entusiasmo das massas, sequer daquela urbe fluminense onde fora proclamada.


Atentemos como se expressou o Dr. Aristides Silveira Lôbo, ministro daquela ré-pública dos mais exaltados, um dos primeiros porfiadores daquele inditoso movimento, que nos dá testemunho totalmente insuspeito:





Afonso Celso de Assis Figueiredo
O Visconde de Ouro Preto


“Todo povo contemplou bestializado, e em estado de catatonia, a queda do império e posterior expulsão do seu monarca”



“(...)A República brasileira, como foi proclamada, é uma obra de iniqüidade. A República se levantou sobre os broqueis da soldadesca amotinada, vem de uma origem criminosa, realizou-se por meio de um atentado sem precedentes na História(...)”


Agora já entronizados no poder e sem qualquer apoio popular, os próceres ré-publicanos logo compreenderam que urgia cozer uma constituição ditatorial, o quanto antes, fins jugular de um só golpe a grande maioria monarquista evitando, por assim dizer, uma contra-revolução que muito breve viria.

Em 1891, dois anos após a proclamação daquele nefando movimento, foi “presenteada” ao Brasil uma constituição mal-engendrada proibindo, ad æternum, qualquer projeto de lei que pudesse modificar os moldes daquela bernarda.

Catapultados foram todos os monarquistas à margem da lei, passando à clandestinidade, uma vez a retro-mencionada cláusula, que se fez pétrea, providenciada ás pressas naquela constituição ré-publicana.

A sorte de uma possível restauração da monarquia estava selada, nunca mais poderia ser considerada pela nação brasileira.

Para se ter uma ideia da desorganização do movimento ré-publicano sequer seus idealizadores sabiam das diferenças entre federação e confederação.

Seria doravante os Estados Unidos do Brasil, uma ré-pública federativa ou confederada?

Longas horas de reuniões, debates e deliberações ocuparam o tempo daqueles “gênios” ré-publicanos de outrora.

E cá no Icó, Cidade cearense na confluência dos rios Jaguaribe e Salgado...

Ao tomar conhecimento da proclamação da república, a vereança icoense se fez logo reunir elegendo seu chefe do executivo. O Presidente.

E como não há presidente sem ministros, o Icó também teve seus ministérios, a saber:

Relações Exteriores; Defesa (Guerra); Justiça, e pasmem...

Da Marinha!

Isso mesmo, MARINHA!

Seu ministro, não sei se com as dragonas de Almirante, bem melhor fosse, "Capitão-de-Rio-e-Guerra”, foi o Sr. José Pinto Coelho de Albuquerque, de veneranda memória, adrede falecido no cargo de Administrador dos Correios em Fortaleza.

Tudo acima não é tradição oral... 

A negrada diz!

Mas voltemos ao Rio de Janeiro sede daquela quartelada...

Passados dois meses apenas da proclamação da Ré-pública do Brasil já se podia contabilizar mais de 155 decretos promulgados!

Como provado não é de hoje que se vem governando o Brasil através de decretos e MP’s.

Num destes, a imposição da data de 07 de setembro como dia da nossa emancipação política. (Ver jamais o 7 de Setembro neste mesmo blog).

E esta cláusula constitucional tão injustamente e tiranicamente imposta, veio a ferir de morte a monarquia, e em conseqüência deste amordaçamento durante vários lustros é que se pôde firmar a ré-pública, ao empalar a monarquia.

Onde por ventura encontraríamos os discursos democráticos dos primeiros ré-publicanos?

Que contradição imensa!

Todavia, mantidos pelas conseguintes cartas magnas de 1934; 1946; 1967 e 1988.

Ah se me fosse possível numerar e comentar aqui todas as frustrações, exasperações, crises e traumas que advieram das sucessivas constituições ré-publicanas!

O contrabando das pedras preciosas passa por uma delas.

Circunscrever-me-ei a mais recente delas, poderíamos crismá-la de “Nova ré-pública” que foi ins/res-taurada a partir de 1985 e finalizada em 1988, depois da saída do último presidente militar.

E esta “Nova Ré-Pública” nos apareceu com esperanças as mais promissoras, advindo então outra constituição.

E essa era para “ficar e colar” segundo seus idealizadores.

Era perfeita!

Resolveria todos os problemas tato os mais como os menos prementes, tutti-quanti.

Aquele pergaminho seria uma vara de condão, um hocus-pocus poderosíssimo que transformaria sapos em príncipes, nunca o inverso.

E foi assim que apareceram a Pseudo Caça aos Marajás; O Confisco da Poupança; O Selo Pedágio; O Compulsório dos Combustíveis; A Maletinha de Primeiros Socorros; A Quebra da Sudam; O Congelamento de Preços (Fiscais do Sarney, melhor, do Zé Ribamar); IPVA geminado com Pedágios; A Compra descarada de votos com distribuições das Bolsas Misérias; A compra de Apoio Político com o Mensalão; As Cirurgias para Mudança de Sexo bancadas pelo SUS;  O Sucateamento da Educação, da Saúde e da Segurança Pública;  impossível numerá-las uma a uma, etc e etc.

Basta!

Hoje decorridos apenas 24 anos desta Nouveau Republique encontramo-la já cansada, cianótica, em estado de adiantada putrefação, desgastadíssima diante dos poucos homo sapiens que  ainda restam no Brasil.

Muitos esclarecidos ainda recordam com nostalgia nosso prestigioso período imperial.

Dessarte, mo-lo é forçoso fazer as seguintes indagações, ainda que retóricas:

Será que é tempestiva a restauração da nossa monarquia?

Não seria esta restauração uma saída exeqüível para a imoralidade política que ora nos é apresentada?

E parafraseando o desabusado e preparadíssimo filósofo Olavo de Carvalho:

“É impossível falar do Brasil hoje em dia, sem que um incorra em gravíssimo atentado ao pudor".

Finis Coronat Opvs,

Clovis Ferreira da Cruz Ribeiro de Campos

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Fortitudine...! Não. O correto é ARX


FORTITUDINE! NÃO.

O CORRETO É ARX.



Experimentem os leitores um despautério que perdura por mais de 120 anos, e que até a presente data, ninguém observou e, por conseguinte quis prover correção.

Reparem caros colendos que quase tudo nas verdades oficiais de 1889, se constituiu mentira proposital, traduzida em crassa ignorância e grosseria, fazendo injúria às nossas letras

Para arrepio da gramática e do bom senso o novus ordo republicano exportou para o nosso Ceará uma legenda para ser disposta sob as armas da Cidade de Fortaleza, como por escracho, e até este exato momento ninguém estrilou.

No brasão das armas da Cidade de Fortaleza queda-se um desenho de uma fortaleza, muito mal feita e totalmente dessemelhante do tipo das construções militares do tempo da nossa descoberta ou conquista.

Esta fortaleza mal acabada insiste em querer simbolizar a capital do Estado do Ceará, cujo nome completo é Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

E para bem aclarar o que quer exprimir aquele horrendo esboço, quiseram os republicanos colocar debaixo deste grafite, uma legenda tomada às presas do Latim; FORTITUDINE.

A República trouxe o uso das legendas até para as bandeiras! Autorizando e justificando esta desastrada inovação para o Município de Fortaleza e outros no Brasil afora.

O estandarte brasileiro que nunca foi imperial, porem sempre nacional, presidiu os cinco anos de guerra com o nosso vizinho Paraguai, fazendo-se ver em diversos continentes através da nossa marinha mercante e de guerra.

E a república, movimento golpista sem nenhum apoio político ou cívico, uma vez que em 1889, o Brasil tinha apenas três senadores republicanos, substitui “ao bem” de nossa liberdade, por outro com a legenda Ordem e Progresso.

Já que é um símbolo para que legenda?!

Alem deste vexame, colocaram o torrão brasílico entre determinado número de estrelas, para indicar a nossa posição no plano sideral, posição fartamente negada por vários astrônomos.

À mercê da República, colocou-se no estandarte e escudo da capital do Ceará a legenda FORTITUDINE.

Dado que fortaleza é uma construção militar, um quartel com fins defensivos, pudesse corresponder no Latim à palavra Fortitudo, pois apenas no nominativo deve ser empregada; Por isto que é da regra, que só o aportuquesamento dos substantivos se tome o ablativo. E.g.: De arbor, fazemos árvore; De pater - padre/pai; De servus – servo e et cætera.


Querer dar esse nome latino, FORTITUDINE, a uma edificação militar obriga-se desde já a empregá-la no nominativo – Fortitudo, o que também seria um atentado a inteligência e ao bom senso.

Mesmo assim, se ao menos guardassem os comezinhos mementos da regra do Latim, não teriam nossos “doutos” republicanos chancelado portentoso ícone caricatural, pois de MODO ALGUM é lícito empregar esse substantivo, porque a Cidade jamais tinha sido chamada Fortaleza pela firmeza de animo dos seus habitantes, senão por alusão a uma fortificação militar.

Fortaleza em sentido outro, isto é, presta-se para meter projéteis e parar projéteis bélicos que porventura pudessem lhe atirar. Non ultra plus!
Pois foi desta construção que tirou o nome do povoado que deu origem a capital do Estado do Ceará.

Chamar FORTITUDINE aquela velha fortaleza militar, hoje o Quartel General da 10ª Região Militar é deturpar totalmente o sentido da palavra, alem de se ensarilhar no maior ridículo.

E nem a referência ao Latim foi bem achada. Os que de fortes, fizeram forte, português, não concediam ao Fortitudo latino a acepção em que tomaram os nossos “eruditos” republicanos.

Arx e Castrum vem a ser no Latim a denominação correta para construções que se prestam para a palavra Fortaleza (edificação com propósito militar).

Fortitudine e/ou Fortitudo exprimem EXCLUSIVAMENTE a fortaleza, a condição física ou moral. Uma abstração, nunca uma substância.

In limine: Fortitudine (fortaleza) é um dos sete dons do Paráclito.

Fortaleza (reduto fortificado), palavra rigorosamente portuguesa. E com certeza!

Os romanos SEMPRE designaram o substantivo Arx para uma fortaleza ou forte; Castra para acampamento ou bivouac fortificado; Oppidum para cidade murada e Civitas para povoação.

Destarte, rogo humilde e suplicante que os timoneiros da política cearense apaguem de uma vez por todas FORTITUDINE, tanto do brasão como da bandeira de Fortaleza capital do nosso Ceará.

Em vista do expendido aqui por este rábula, proponho, ainda que tarde, aos “competentes” legisladores desta “maravilhosa” República, para que se escoimando desta tragédia lingüística possa endireitar-se o que insiste em ficar torto, fazendo escrever de uma vez por todas a palavra ARX!

Quem sabe se nesta babel internetiana este blog receberá uma visita de uma autoridade republicana que venha mandar consertar esta mixórdia.

Finis Coronat Opvs,


Clovis Ferreira da Cruz Ribeiro de CamposNatus est in Arx.

VII-IV-MMIX A.D.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

CRIMINALIDADE BRASILEIRA

PEQUENO ENSAIO FILO-SOCIOLÓGICO DA CRIMINALIDADE NA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

Por Clovis Ferreira da Cruz Ribeiro de Campos

A triste história do crime é de duplo interesse, enquanto marca a barbaridade dos antigos tempos, deixa em evidência a severa punição aplicada outrora aos grandes delinqüentes, bem ao inverso do que acontece atualmente, ipso-facto, a longeva existência e extensa folha corrida dos fora-da-lei em nossa pátria.

Quando vemos que à proporção que aumenta a “civilização”, vai, infelizmente, afrouxando o melindroso laço da lei, mal traduzida por um condenável sentimentalismo, que vai aguçando a impunidade, abrindo destarte, largo espaço a constante reprodução de culpas.

Assim, se por um lado folgo em aplaudir o hodierno progresso dos conhecimentos humanos, mo-lo é forçoso confessar, por outro lado, lamentar a manifesta ausência na repressão do crime, que, no Brasil, dói-me dizer, campeia de modo assombroso.

Dos fatos que minha ousada incompetência se propõe a aduzir, destacam-se a inteira diferença entre a dura punição de ontem, Brasil Império, e a culposa e maléfica desídia ou benevolência de hoje, de modo que, deste ligeiro confronto de épocas, nascem, mal grado meu, fundas saudades daquelas afastadas datas, quando a justiça era uma verdade presente e incontestável, e sobre o crime então, pavoroso espectro, pesando todo rigor da ação pública.

Para melhor compreensão do retro-exposto tema faço transcrição de uma SENTENÇA JUDICIAL datada em 1833, Ipsis litteris, ipsis verbis.

O adjunto de promotor público, representando contra o cabra Manoel Duda, porque no dia 11 do mês de Nossa Senhora Sant'Ana quando a mulher do Xico Bento ia para a fonte, já perto dela, o supracitado cabra que estava de em uma moita de mato, sahiu della de supetão e fez proposta a dita mulher, por quem queria para coisa que não se pode trazer a lume, e como ella se recuzasse, o dito cabra abrafolou-se dela, deitou-a no chão, deixando as encomendas della de fora e ao Deus dará. Elle não conseguiu matrimonio porque ella gritou e veio em amparo della Nocreto Correia e Norberto Barbosa, que prenderam o cujo em flagrante. Dizem as leises que duas testemunhas que assistam a qualquer naufrágio do sucesso faz prova.



CONSIDERO:


QUE o cabra Manoel Duda agrediu a mulher de Xico Bento para conxambrar com ella e fazer chumbregâncias, coisas que só o senhor seu dono e marido competia conxambrar, porque casados pelo regime da Santa Igreja Cathólica Romana;

QUE o cabra Manoel Duda é um suplicante deboxado que nunca soube respeitar as famílias de suas vizinhas, tanto que quiz também fazer conxambranas com a Quitéria e Clarinha, moças donzellas;


QUE Manoel Duda é um sujetio perigoso e que não tiver uma cousa que atenue a perigança dele, amanhan está metendo medo até nos homens.


CONDENO:


O cabra Manoel Duda, pelo malifício que fez à mulher do Xico Bento, a ser CAPADO, capadura que deverá ser feita a MACETE. A execução desta peça deverá ser feita na cadeia desta Villa.

Nomeio carrasco o carcereiro.


Cumpra-se e apregue-se editais nos lugares públicos.


Manoel Fernandes dos Santos,
Juiz de Direito da Villa de Porto da Folha. Província de Sergipe, 15 de Outubro de 1833 A.D.



Finis Coronat Opvs. 14-11-2008 A.D.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Viagra para Cearense é Overdose!



A Fragilidade Humana


Clovis Ferreira da Cruz Ribeiro de Campos


Conta-nos o insubistituível Mestre, Politico, Jornalista, Historiador, Tabelião, Sociólogo, Escritor, et caetera... Major, Coronel João Brígido, em seu trabalho sobre o povoamento da Província do Ceará datado em 24 de agôsto de 1888, que era deveras surpreendente que a população do Ceará foi a que mais cresceu em todo o Brasil no decurso do século IXX.

Fiquemos atentos às suas considerações sobre o tema: 


"O Homem reproduzia-se no Ceará em uma escala até então nunca vista! Não obstante as moléstias; A varíola desde o começo da colônia matava irremesivelmente. Para melhor firmar nosso acerto importa consignar que, com a formação da colônia começa a história das crises no Ceará, por effeito da desviação dos ventos de nordeste, que constumam trazer-lhe as chuvas no equinócio de março. Phenomeno cujos effeitos são os mais trágicos, por isso que toda cultura dos campos é feita no Ceará exclusivamente a mercê das chuvas, praticando-se o systema de irrigações sómente nas faldas do Araripe, onde só encontram cerca de cem grandes e pequenos ribeiros perennes... Há no catálogo destas calamidades, a partir da sêcca de 1692, a de 1711, a de 1723, a de 1727, da qual nos diz Accioly que, na Bahia seccaram até as fontes; a de 1736-1737, de 1745-1746,de 1772, de 1777 a 1778, de 1784, a terribilíssima de 1790-1793, a de 1809, de 1816-1817, de 1824-1825, de 1844-1845, afóra as secas parciaes de 1827, 1830, 1833 e 1837, quasi todas sequidas de febres týphicas e de varíola, com tal intensidade, que em 1792 matou, só na Villa do Aracaty, cerca de 4.000 indivíduos, e em 1878 roubou na Fortaleza para mais de 50.000 vidas". Até aqui João Brígido.



Reparem na perplexidade da asserção do autor, in verbis



"No Ceará o homem reproduzia-se numa escala até então nunca vista!"




Pois bem, meu ilustrado mestre capixaba, Dr. João Brígido... Mesmo vossência possuindo em todos os cartórios da província aquela época, 09 (nove) cartórios, dos quais pôde lançar mão do seu inesgotável acervo, v. mercê jamais se deteve em ponderar quanto as verdadeiras razões da retro-aludida... 


"A reprodução do homem numa escala até então nunca vista".


Eis as razões, caríssimo Coronel!

Primum: A virilidade do macho cearense;

Secundum: A fertilidade ímpar das nossas Evas;

Tertium: As taras atávicas dos Lusitanos que resistiram por mais de dois séculos à ocupação romana.  

Estes são os highlights da phoenixidade desta raça de bravura indômita.

E mesmo assim, para nós cearenses, tudo não passava de uma simples questão de "Fragilidade Humana", senão vejamos:

Texto extraído de um testamento desenterrado das notas do Tabelião Feijó em Fortaleza, pelo próprio João Brígido, documento que sobremaneira dava cabo ao seu dilema quanto a "reprodução do homem cearense até então em escala nunca vista". Testamento datado de 10 de setembro de 1846 e assinado pelo Exmo. Sr. Cel. Francisco Barros de Sousa Cordeiro, homem público e latifundiário, de robusta fortuna, nascido na então Vila do Crato, Província do Ceará Grande, em 29 de abril de 1775, implicado na revolução de 1825. Nesse testamento, tiradas algumas escabrosidades de linguagem, lê-se o seguinte:

"Declarou mais que, pela fragilidade humana tivera com Francisca Alves Barbosa, solteira, oito filhos, que são: Zeferino; Joaquina; Francisca; Simpliciano; Fortunato; Mariana; Simiquilina e Maria.

Declarou mais que, pela mesma razão, tivera também com Joaquina de Tal, - não se lembrando do nome completo, solteira, uma filha de nome Josefa.

Declarou mais que, pela mesma razão tivera também com Tereza de Tal, solteira, um filho de nome Pedro.

Declarou mais que, pela mesma razão tivera também com Maria Antonia de Tal, solteira, quatro filhos que são: José; Porcina; Maria Teresa e Floresmina.

Declarou mais que, pela mesma razão, tivera também com Mariana de Tal, quando solteira, e que hoje se acha casada, dois filhos que são: Felissíssimo e Francisca.

Declarou mais que, pela mesma razão, tivera com Ana Sales, solteira, um filho de nome Belizário.

Declarou ainda que, de todos seus consórcios, sem qualquer exceção, todos prosperaram, como se pode aduzir do resultado profícuo de sua labuta viril, adentrando quase sempre pelas altas horas da noite, inclusive madrugada afora.

Declarou ainda que, sempre foi regra de seu inatacável e ilibado caráter, honrar e respeitar sua legítima e mui amada consorte, nunca tendo que ir às vias de fato, apenas uma única vez, tendo que valer-se de um chiqueirador, (açoite para animais), usando-o energicamente a fins de lapidar a prudência de sua jovem esposa, corrigindo-a, incutindo-lhe maior atenção nas prendas e responsabilidades do lar, exceção essa que confirma a regra e a coerência dos meus nobres sentimentos por minha angelical esposa (sic). 

Declarou mais que, dezoito são seus filhos ilegítimos acima mencionados, e a todos os dezoito institui herdeiros de sua terça, uma vez que dela pode dispor livremente.

Declarou mais que, se alguém aparecer, inculcando-se seu filho, não seja por tal reconhecido, pois ele não tinha outro algum filho, além dos 15 legítimos e dos 18 ilegítimos supra declarados, salvo se tiver doravante, pois, como homem e pecador, está sujeito às vicissitudes e as agruras da vida humana"




Daí porque no Ceará, apesar das secas, do desemprego, da baixíssima renda, dos latrocínios, dos homicídios por questões banais, do simplório modelo econômico, da omissão do poder público quanto à instrução e a saúde pública, dentre outras escabrosidades; A população continua crescendo em escala geométrica...


E tudo devido à Fragilidade Humana... 

Diante do documental supra, mo-lo é forçoso concluir que:



VIAGRA PARA CEARENSE É OVERDOSE

Finis Coronat Opus

Bibliografia 

01- O Povoamento do Ceará, João Brígido, (1888);


02- Efemérides Cearenses, João Brígido, (1917).

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

O maior Bonequeiro do Ceará; Quiçá de todo o mundo!

Para aqueles que ainda não conheciam a expressão “Botar Boneco”, eis que faço revelar nas linhas abaixo a semântica e abrangência desta expressão do neo-cearensês. “Botar Boneco” é isso! Os outros são apenas pálidos arremedos do insubstituível e inigualável Canoa Doida.

O Canoa Doida – Suma Biográfica
Por Clovis Ferreira da Cruz Ribeiro de Campos


Dentre todos os viventes, ninguém pôde exceder a fama de bonequeiro que Alexandre Francisco Cerbelon Verdeixa, alcunhado o Canoa Doida, conquistou entre seus fâmulos e pares, hodiernos e d’antanho.

Ente legendário e inapagável nas tradições orais e escritas do nosso Ceará, o Pe. Verdeixa é dos raros vultos cuja sobrevivência se alicerça sobre anedotas; Figura antológica e curiosíssima; Reputação perpetuada por diabruras e facéceis. Deixou fama imperecível na crônica antiga do Ceará. João Brígido, seu primeiro biógrafo e amigo consagrou-lhe as primeiras trinta e seis páginas do seu livro, O Ceará – Lado Cômico, 1899. 


Diz o mesmo João Brígido que não se sabe ao certo o local do seu nascimento: Se no Rio do Peixe na Paraíba, atual Cajazeiras; Se em Goiana, Pernambuco; Se em Mossoró no Rio Grande do Norte ou no Crato no Ceará.

Terra de contrastes e extremos, esse nosso Ceará véi de guerra! 


Terra que produziu figuras das mais dignas e notáveis; Sacerdotes probos e íntegros, da envergadura moral de um Pe. Ibiapina. Como comparar o modus vivendi do Pe. Verdeixa diante do exemplo de cristandade e pundonor que fora o Pe. Cícero Romão Batista?! 

Todavia, o Ceará gerou aquele que fora o Anti-Cristo em batinas.

E pior...

Conterrâneo do mesmo Pe. Cícero!

Para dirimir quaisquer dúvidas dos historiadores quanto às origens do Canoa Doida, fazemos o traslado na íntegra, dos termos do seu assentamento batismal:


ALEXANDRE, filho natural de Feliciana Maria da Conceição, natural da Villa de Goiana; neto materno do Alferes João Mendes Monteiro, natural da Villa de Goiana e de D. Maria dos Milagres dos Anjos, natural da mesma Villa de Goiana. Nasceu a 3 de janeiro de 1803 e foi baptizado a 14 do mesmo mêz e anno, por mim, Cura abaixo assignado, recebendo os Sanctos Oleos, nesta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Penha da Villa Real do Crato. Foram padrinhos o Tenente Antonio Pereira Pinto e sua tia materna Anna Rita da Luz, do que, para constar mandei fazer este assentamento, em que me assigno: Miguel Carlos Saldanha, Párocho.”


Afirmam seus contemporâneos que desde tenra idade se singularizou pelas perversas peraltices no estilo Pedro Malasartes. Nunca conheceu o pai. Sua mãe, Dona Feliciana, retrincada e indulgente, bambeava-se entre “as sandices do marido e as traquinadas do filho”, casada com o mestre de latim Joaquim Teotônio Sobreira, gandaieiro boêmio e coió em segundas núpcias.


Em 1824, Verdeixa passou das traquinadas da infância às aventuras da adolescência, alistando-se nas forças republicanas da Revolução de 1824 que, sob o comando de José Pereira Filgueiras e Tristão Gonçalves de Alencar, ocuparam a vila cearense do Jardim, tomando parte no massacre dos presos e na roda de pau que se lhes aplicou, dando de cacete, com as duas mãos, em muitos pacientes, até caírem inanimados. Após derrota dos rebeldes, passou-se para os legalistas do Coronel Agostinho José Tomás de Aquino, de terribilíssima memória, apud o sempre estribado Barão de Studart.

Aqui nos detemos em deslinde de algumas informações que conhecemos desta outra curiosíssima e controvertida figura do nosso passado....

O Cel. Agostinho José Tomás de Aquino!

Agostinho nasceu em terras cearenses, precisamente na Vila do Icó e não na ribeira do Rio do Peixe na Paraíba, como muitos afirmam, inclusive o sempre abalizadíssimo mestre Geraldo da Silva Nobre.  

O párvulo Agostinho teve seu batismo feito pelo Padre André da Silva Brandão, sem os Santos Óleos, aos 29/10/1789, uma quinta-feira, na Igreja de Nossa Senhora da Expectação. 

Ele filho legítimo do casal Bernardo Ribeiro Campos, português, natural do Arcebispado de Braga e de Dona Gertrudes da Silva do Montserrat, natural daquela mesma Vila do Icó. Agostinho teve como padrinhos Bernardo da Silva Brandão, potentado daquela região e Teresa de Jesus, ambos solteiros, subscreveu seu batistério o Padre José de Almeida Machado.  

A mãe do Cel. Agostinho, Dona Gertrudes da Silva do Montserrat era de tradicional família radicada naqueles sertões, pois neta pelo flanco paterno do Capitão Agostinho Duarte Pinheiro, sesmeiro consorciado a Vasco da Cunha Pereira e o Alferes Bernardo Duarte Pinheiro... 

In verbis: 

De uma sorte de terra de três léguas, nas quais existem umas lagoas que desaguam no rio Salgado, abaixo do Boqueirão” (Boqueirão Lavras da Mangabeira). 

A sesmaria  em tela foi concedida pelo Capitão Mor Manoel da Fonseca Jaime aos 22 de fevereiro de 1717. (Conf. Págs. 50v.a 51 do Livro Nº. 08 das Sesmarias).

O Cel. Agostinho recebeu Carta Patente no posto de Capitão de Ordenanças aos 09 de setembro de 1812 da pena do governador Manoel Inácio de Sampaio, através do excelente relacionamento que Agostinho mantinha com José Rabelo de Sousa Pereira, então secretário do governador Sampaio e anteriormente do governador Luis Barba Alardo de Menezes.

Adrede Agostinho José Thomas de Aquino recebeu a Carta Patente do posto de Coronel de Milícias ainda quando dos conservadores no poder. 

Foi dignitário da Ordem do Cruzeiro recebendo também a Comenda da Rosa. 

Alcançou Agostinho a vice-presidência da Província do Ceará.

O Coronel Agostinho promoveu dura, violenta e encarniçada oposição ao seu rival João André Teixeira Mendes, o Canela Preta, pelo poder no Icó, pois ambos dotados de portentosa tara pelo prestígio e mando.

Viu-se o Coronel Agostinho implicado no assassinato do Major João Facundo de Castro e Menezes, apud o Barão de Studart, que o detestava...

Litteratim et verbatim: 

“Esse homem, a quem o Cel. João Brigido descreve como um lobo carniceiro, tramoso e sereno, capaz das maiores perfidias e crueldades, sem um franzir de cara, sempre a fallar manso e adocicado, ainda mesmo arrancando um desgraçado dos braços da mulher e dos filhos para fazel-o fusilar como aconteceu na Várzea das ceroulas” Guilherme Surdart.

O Cel. Agostinho foi assassinado por envenenamento da água (de um pote) que era servida na sede da Assembléia Legislativa da Província em Fortaleza. Pelo que veio a falecer no Icó aos 19/01/1942.  

- Considerando o lapso temporal, tendo ele suportado todo o trajeto de Fortaleza ao Icó e vindo a falecer 32 dias após o evento da reunião na Assembleia Legislativa inferimos que o veneno usado fora o Arsênico.  

Mas não nos descuremos do nosso “herói”...

Durante seis anos, de 1824 a 1830, nosso Padre Verdeixa "cursou" o seminário de Olinda, ordenando-se em 1831 e sendo logo nomeado vigário da Vila de São Vicente Férrer das Lavras da Mangabeira, na região sul do Ceará.

Como e por que se decidiu a seguir a carreira eclesiástica, quando até então não denotara a menor propensão para ela e os pendores naturais do seu espírito o inclinavam a outros rumos, é coisa que jamais conseguiremos saber. 

Que se poderia esperar dum sacerdote, sem vocação formal e sem preparação adequada, solto num meio agitado como a região do Cariri naquele tempo? 

Teceu ali uma “enredada diabólica” malquistando o nosso Cel. Agostinho com Pinto Madeira, o infeliz rebelde de 1832, satirizou o perverso advogado Simplício José Rocha..."Cuja a sobrinha o tio atocha", insinuando um romance do advogado com a sobrinha que vivia em Oeiras no Piauí. 

Desancou em versos o famigerado João André Teixeira Mendes, o Canela Preta, tecendo um ABC em carretilha de péssimo gosto.

Levou à ruína o juiz leigo Antônio da Rocha Moura, pois o próprio Verdeixa, pasmem... 

Apeou do cargo o promotor da comarca e o substitui no julgamento do Canela Preta, ato contínuo conseguiu arrancar daquele juiz leigo a seguinte sentença, mesmo depois da absolvição pelo juri do réu...

In litteris

"Inconformado com decisão do juri declaro o réu culpado das acusações e o condeno a morte por enforcamento" (sic).

Pena que foi comutada para banimento. 

Nos casamentos que celebrava ofendia os noivos com pilhérias indignas do seu sagrado ministério. Daí o ódio que o cercou e o obrigava a viver sempre de sobreaviso, ocultando-se, fugindo e homiziando-se.

Diz ainda o desabusado historiador João Brígido, que o Pe. Verdeixa tinha uma especialíssima devoção pelo Sacramento do Matrimônio. 


De todas suas fainas como cura d’almas, a que mais o aprazia era exatamente a celebração das núpcias. Deixou de comparecer a incontáveis celebrações de sua inteira responsabilidade, e.g.: Batizados; Primeira Eucaristias; Unções de Enfermos, etc e etc. Porém, nunca a um casamento! Sempre diligentíssimo, chegava onde quer que fosse e/ou sob qualquer intempérie climática, horas de antecedência da celebração.

Entendamos o porquê desta curiosa predileção:

Ardiloso, furtivo e malvado, o Canoa Doida, ouvia primeiro a confissão da nubente, uma vez percuciente da vida pregressa da indigitada, ameaçava logo a infeliz de revelar ao futuro esposo e até mesmo a toda urbe, certas minudências daquela confissão. Ato contínuo de posse daquelas valiosíssimas informações, angariava com imensa facilidade os favores sexuais da noiva sob o prenúncio de dar com a língua nos dentes. 


Destarte, a noiva poderia conceder seus favores alí mesmo, in situ (dentro do confessionário) ou preferencialmente no interior da sacristia, dispositivo que oferecia maior espaço e conforto, prestando-se com maior eficiência à volúpia e demais caprichos sexuais do nosso Canoa Doida.

Mestre em ações indecorosas, quando não obtinha da noiva confissões mais “significativas”, não se continha, e fazia toda sorte de propostas imorais. Foi mesmo espancado por um noivo que não pôde suportar os excessos do padre.

Teve de deixar o sertão e vir para Fortaleza, onde se tornou logo inimigo do presidente da província, o Padre e Senador Martiniano de Alencar. 

Enganou os pobres índios mansos que ainda viviam na povoação de Arronches, hoje Parangaba, fazendo-os assinar uma representação em termos tais que o levou à cadeia. 

Blaterava por toda parte contra o presidente Alencar e, caçado pela Polícia, refugiou-se na casa do negociante português, Martinho Borges, onde demorou o tempo que quis, obrigando-o a tratá-lo a vela de libra sob a ameaça de denunciar-se às autoridades, o que acarretaria os piores aborrecimentos ao seu hospedeiro, verdadeira chantagem!

Ia a cavalo insultar Alencar debaixo das janelas do palácio do governo, gritando-lhe a alcunha – Padre Cobra! E fugindo imediatamente a galope.

Juiz de paz em Baturité, praticou as maiores arbitrariedades...Quando o quiseram prender, escondeu-se num buraco coberto por uma tábua sobre a qual sua mãe placidamente fazia renda, trocando os bilros na almofada.


Mal os da força pública, que não o tinham encontrado se distanciavam, insultava-os duma janela. Voltavam, davam busca na moradia e nada. Ele estava no buraco sob as saias rodadas de Dona Feliciana.

Envolvido numa tentativa de morte contra o presidente brigadeiro José Joaquim Coelho, mais tarde Barão da Vitória, defendeu-se pessoalmente no júri a que o submeteram, encalacrando seu companheiro, o velho capitão-mor Barbosa. Quando este lhe perguntou por que lhe fizera tanto mal, respondeu que, se ele fosse solto, passaria fome na cadeia, porquanto até ali vinha comendo do que a família do respeitado ancião mandava. 


Corria que tinha o dom da presciência, avisando às pessoas dos desastres iminentes que as ameaçavam e adivinhando a chegada das patrulhas que o procuravam. Ia se tornando aos poucos um personagem lendário.

Tantas fez, que se viu forçado a procurar outros ares...


Embarcou para o Sul e conseguiu a nomeação de vigário de Carapebus, na província do Rio de Janeiro. Ali amotinou contra si todos os espíritos, de forma tal que o amarraram às costas dum cavalo e o levaram até fora dos limites da paróquia. Encontrando um conhecido no caminho, disse-lhe que aquela boa gente o amava tanto que o levaram daquele jeito para que não fugisse aos seus carinhos.

Era uma alma feita de violentos contrastes, ora de energúmeno, ora atrabiliário, ora cheia de “doçura angélica”.


Suas aventuras foram sempre, no fundo, traquinadas ou molecagens. Parece que não deixou de ser criança. 

Não falam os seus cronistas de eventos amorosos na sua vida agitada e inquieta, em que as paixões políticas do momento predominavam. Contudo, sabe-se que foi pai de quatro crianças, (dois meninos e duas meninas), de diferentes genitoras, abandonando-lhes, deixando para que as mães desamparadas e o mundo os criassem ao seu inteiro talante.

Em 1848, de novo no Ceará, redige o “Juiz do Povo”, panfleto à maneira do “Pére Duchêne”, de Herbert, na Revolução Francesa, mal escrito e atrevido, que atacava tudo e todos em prosa e verso. Bastante eclético e verborrágico redigiu os pasquins: O Monitor; O Diabinho; O Torpedo; O Condor e A Onda, todos de péssimo gosto, pululados de obscenidades e linguagem vulgar que enlameava inclusive, a boa fama dos seus pares clericais.

Vigário de Soure, atual Caucaia, ali lhe imputaram crimes de morte. Preso em Pacatuba por escrever libelos anônimos, foi mandado sob escolta para Fortaleza. No caminho, convenceu aos soldados que o deveriam amarrar para não fugir. Assim o fizeram e, ao entrar na cidade, o povo, vendo um sacerdote ajoujado e lacrimoso, encheu-se de indignação, atacou os guardas e o libertou.

Deputado provincial nas legislaturas de 1848 e 1868, apesar dos 20 anos que as separam, em ambas nada mais fez senão pilhérias, travessuras e meter os colegas em ridículo.


De Fortaleza saia para farras nas vilas próximas – Maranguape, Pacatuba e Baturité, onde sempre se embriagava e pintava o sete. 

Irrequieto e andejo, acabou mudando-se para o Aracati, de onde regressou moribundo à capital da província, embarcando num pequeno veleiro. Morreu, pouco depois de desembarcado, na Santa Casa de Misericórdia, segurando nas mãos hirtas, um pacote com 400 mil réis, pelos quais vendera um velho escravo que o servia.

Fora na verdade uma canoa doida, levada aos trambolhos pelo rio da vida, figura curiosíssima do nosso passado a desafiar um profundo estudo psicológico.



Finis Coronat Opus


Bibliografia:

1) A margem da história do Ceará, Gustavo Barroso;

2) Onde e quando nasceu o Pe. Verdeixa, Leonardo Mota;


3) Liv.  Bats. Icó. ..83/..96. Pág. 102v 

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Jamais o 7 de setembro!

Dias 3 de junho; 1º de agosto ou 12 de outubro
Jamais o 7 de setembro!


Por Clovis Ferreira da Cruz Ribeiro de Campos


“Faz parte da essência de toda verdade não tolerar o princípio que a contradiz. A verdade sempre se apresenta com as características certas que a distinguem, por isso mesmo que é verdade, ela é positiva, ela é necessária e por conseqüência ela é una e intolerante. Condenar a verdade à tolerância é condená-la ao suicídio. A afirmação se aniquila se ela duvida de si mesma, e ela duvida de si mesma se ela admite com indiferença que se ponha a seu lado a sua própria negação. Para a verdade, a intolerância é o instinto de conservação, é o exercício legítimo do direito de propriedade. Quando se possui algo é preciso defendê-lo sob pena de ser despojado dele, e bem cedo”. (Cardeal Pie, Homilia na Catedral de Chartres, Chartres, França em 1841 A.D.)

Portanto, sob a égide deste pensamento, é que o autor desta simplória, porém pretensiosa pesquisa, traz a lúmen do povo brasileiro, o assassinato histórico perpetrado pela nossa República no que tange a data de nossa independência de Portugal. Mentira que de tanta repetência tornou-se verdade.

Dentre as inúmeras e indizíveis trapalhadas da República, uma atinge o cúmulo do absurdo, sic.: A imposição dessa portentosa impostura, quanto ao dia 7 de setembro de 1822, como a data da independência do Brasil. Conforme redação do decreto 155-B de 14 de janeiro de 1890. Fábula abissal, fictícia e irreal!

O Príncipe Regente D. Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, ou simplesmente D. Pedro, ainda não tão cansado de suas empresas amorosas, arremete-se, desta feita, a aventurar-se como paladino da pátria. Num arroubo de cólera, ao manifestar repulsa diante das recentes notícias vindas de além mar, vocifera às margens do Riacho Ipiranga na província de São Paulo, com o rompante:
“Independência ou Morte”.

Pela natureza ambígua da retro-mencionada expressão, cabem alternativas mutuamente exclusivas e inclusivas, impõe-se a todos nós, pela exegese da frase, aduzir por sua negação.

Senão vejamos:

É de priscas eras que os do executivo insistem em governar este país através de decretos e/ou medidas provisórias, visto que, em apenas 02 (dois) meses de governo, a recém-criada República dos Estados Unidos do Brasil já contabilizava mais de 155 decretos promulgados!

Desta feita, um decreto faz-se revogar fatos, outrossim, viciar e assassinar a orbe cronológica de nossa história!

Para se ter idéia do “grau de ilustração” dos cabeças do movimento republicano, sequer tinham definido o status quo desta república; Se seria uma confederação ou federação! Assunto que discorrerei em minha próxima publicação.

No dia 03 de junho de 1822, D. Pedro, por decreto, faz convocar de vários rincões do então Brasil colônia, deputados das províncias, fins participar de uma Assembléia Geral Constituinte.

O Manifesto e posterior Decreto de 1º de agosto, em todo seu escopo, sustenta sobremodo as minhas assertivas explicativas. Os textos abaixo trasladados de documentais históricos, não obsequiam outra inteligência ou interpretação.

Teriam um Manifesto e um Decreto, ambos com redações claras, precisas, concisas e terminantes; Documentos promulgados e ratificados por uma Assembléia Constituinte, abonados e chancelados pelo próprio D. Pedro, menor representatividade e/ou força que uma expressão ambígua; destituída de timing e bombástica, proferida de improviso, diante de tão pífia e inexpressiva platéia como fora o “Independência ou Morte”?



Manifesto aos Povos do Brasil


“Encarai, habitantes do Brasil, encarai a perspectiva de glória e de grandeza que se vos antolha, não vos assustem os atrasos da vossa situação actual, o fluxo da civilisação começa a correr já impetuoso desde os desertos da Califórnia até ao Estreito de Magalhães. Constituição e liberdade legal são fontes inexgotáveis de prodígios, e serão por onde o bom da velha e confusa Europa passará ao novo continente. 

Não temais as nações extrangeiras: A Europa, que reconheceu a independência dos Estados Unidos da América, e que ficou neutral na luta das Colônias Hespanholas, não póde deixar de reconhecer a do Brasil, ...Não se ouça, entre nós, pois, outro grito que não seja união do Amazonas ao Prata. Não retumbe outro écho, que não seja Independência. Formem todas as nossas províncias o feixe mysterioso, que nenhuma força póde quebrar...”


Decreto de 1º de Agosto

“E como a Corte de Portugal continua no mesmo errado systema e a todas as luzes, de recolonizar o Brasil, ainda a força de armas; apesar de ter o mesmo já proclamado sua independência política, a ponto de estar já legalmente convocado pelo meu Real Decreto de junho passado uma Assembléia Geral Constituinte e Legislativa...”


E mais:

Em todo decorrer do regime imperial até seu ocaso em 15 novembro de 1889, nunca e em momento algum se fez incluir ou se aludiu, nas comemorações dos dias cívicos, o 7 de setembro. A contrario sensu, senhores! Uma vez ser o dia 12 de outubro paquimetricamente escolhido pelo autor de nossa independência, por ser, nada mais, nada menos, que o aniversário do mesmo D. Pedro I, ou D. Pedro IV para nossos patrícios. (Queluz, 12 de outubro de 1798).

Coincidência?

O dia 7 de setembro em detrimento do dia 12 de outubro?

Claro que não!

Altivolante a toda essa discussão, o dia 12 de outubro de 1822 consolida-se de forma irrevogável, como o dia de nossa independência. Ipso facto, D. Pedro, em momento algum abjurou a regência! Ele prosseguiu após o dia 7 de setembro a chancelar todos os atos como S.A.R. (Sua Alteza Real) o Príncipe Regente, o que sobremaneira implica o mesmo D. Pedro a continuar sendo Príncipe do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve.


Ata de Aclamação de D. Pedro I como Imperador Constitucional do Brasil e seu Defensor Perpétuo

“No fausto dia 12 do mez de outubro de 1822, primeiro da independência do Brasil, nesta cidade e Corte do Rio de Janeiro e Palacete do Campo de Santa Anna, se juntaram o Desembargador Juiz de Fora, Vereadores e Procurador do Senado da Câmara, commigo escrivão abaixo nomeado e os Homens Bons que no mesmo têm servido, e os Mestres, e os Procuradores das Câmaras de todas as Villas desta Província adeante assignada, para o fim de ser Acclamado o Senhor D. Pedro de Alcântara Imperador Constitucional do Brasil...”



Interpretatio Cessat in Claris

Para referendar as asserções dispostas no escopo desta pretensiosa pesquisa, venho tempestivamente colocar final selante em qualquer outro possível pleito, quanto à exatidão do dia de nossa independência de Portugal, sendo assim é que infra transcrevo o Decreto de 10 de dezembro de 1822, assinado por Sua Majestade Imperial D. Pedro I e abonado pelo eminente e mais prestigiado ministro do império, o Exmº Sr. José Bonifácio de Andrada e Silva...

“Sendo conveniente memoriar a gloriosa épocha da Independência do Brasil, e a sua elevação á categoria de Império: Hei por bem que os Diplomas d’ora em diante publicados em Meu Augusto Nome, e que forem por Mim rubricados ou assignados, se acrescente depois da sua data, o numero dos annos que decorrerem, depois da mencionada épocha, a qual deverá contar-se desde o memorável dia 12 de outubro do presente anno...”

Diante do retro-exposto diploma, conclui-se com facilidade ímpar, que a data de nossa independência é mesmo o dia 12 de outubro de 1822. Nenhuma outra interpretação é admissível, ninguém à época excederia as autoridades do autor e protagonista da nossa independência, bem como do seu mais ilustre ministro, o Senhor José Bonifácio de Andrada e Silva.

Pelo totem das transcrições exaradas nesta pesquisa, fica terminantemente desprovido de qualquer amparo legal, arbitrar-se o dia 7 de setembro como a data de nossa emancipação política.

Os negritos nas assertivas explicativas dispostas neste texto são de minha inteira lavra, o crime histórico não.

Finis Coronat Opus

Clovis Ferreira da Cruz Ribeiro de Campos Lobo
Natus XXV-IV-MCMLXIII in Arx, Cearensis Terra.



04 - D. Pedro I - Um herói sem nenhum caráter. Coleção: Perfis brasileiros, Autora: Lustosa, Isabel. Editora: Companhia da Letras.